Conheça a contratação através do

Conheça a contratação através do "QI"

Em tempos de crise no mercado de trabalho, não só os trabalhadores têm perdido o emprego e encontrado dificuldades para se recolocar no mercado, como também as empresas. Hoje em dia, as organizações também estão enfrentando dificuldades em encontrar profissionais qualificados para compor o seu quadro de funcionários.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), atualmente são mais de 12 milhões de desempregados em nosso país, porém, a previsão é de que este número aumente ainda mais. Neste sentido, para superar o obstáculo do desemprego, muitos profissionais tem recorrido a uma prática muito comum no mercado, o famoso QI.
 
Para você que ainda não tem familiaridade com o termo, eu vou dedicar este artigo a explicar melhor do que ele se trata e esclarecer algumas dúvidas que rodeiam esta prática corriqueira no universo empresarial. Acompanhe-me e confira:
 

O que é “QI”?

 
Ao contrário do que muitos imaginam, não estou falando do Quociente de Inteligência, que mede o quão inteligente uma pessoa é, com base em seus diversos talentos. Apesar de ser derivado deste termo, estou me referindo ao famoso “QI”, que no mercado de trabalho é mais conhecido como o “Quem Indica”.
 
Ou seja, refere-se ao fato de uma pessoa ser contratada para uma vaga de emprego, por ter sido indicada por alguém que já trabalha na empresa ou por algum conhecido dos donos ou profissionais contratados. Como eu disse, esta é uma prática bastante comum, que tem ganhado cada vez mais espaço nos mais diversos tipos de organizações. Existem, inclusive, empresas que incentivam seus colaboradores a fazerem indicações, oferecendo-lhes bônus no salário por cada indicação que fizerem.
 
Para acelerar a contratação, algumas empresas têm confiado mais neste tipo de processo seletivo, pois, geralmente, os funcionários compreendem a responsabilidade que têm ao indicar alguém para uma vaga. Com isso, acabam indicando profissionais qualificados, caso contrário podem acabar comprometendo a sua própria imagem.
 
Mas como tudo nessa vida tem dois lados, nesta situação não poderia ser diferente. Por isso, vou falar um pouco sobre os prós e os contras que envolvem o processo de recrutamento e seleção, que opta apenas pelo “QI”.
 

Quais os benefícios?

 
Geralmente, quando o colaborador de uma empresa se dispõe a fazer uma indicação, ele tende a deixar claro quais são as principais habilidades do amigo que está indicando, bem como os pontos a serem desenvolvidos e que precisam de mais atenção.
 
Esta prática dá um pouco mais de transparência ao processo seletivo, ou seja, o recrutador terá diante de si alguém de quem já conhece algumas características e que também pode ser qualificado para a vaga oferecida. Sabendo de fato com quem está lidando, as chances de contratar uma pessoa, assertivamente, que atenda a todos os requisitos solicitados pela empresa, aumentam consideravelmente.
 
Além disso, o novo colaborador saberá que precisa atender duplamente às expectativas, não só da empresa, mas também de seu amigo, que colocou sua credibilidade em jogo para oferecer-lhe uma oportunidade de emprego. Diante disso, o seu comprometimento em realizar um bom trabalho e a sua dedicação aos resultados, tendem a ser ainda maiores do que o que normalmente se vê em outras situações.
 

Quais são os contras?

 
É claro que, ao optar pelo preenchimento das vagas de emprego, somente por meio de indicações, perdem-se diversas oportunidades de ter no quadro de funcionários, colaboradores que podem ser até mais talentosos do que os que entraram por “QI”.
 
Não é à toa, que, em alguns casos, as indicações ainda são um tanto quanto mal vistas no mercado de trabalho, pois muitas vezes excluem o mérito e dão espaço apenas para as relações de amizade ou camaradagem mesmo. Mesmo com empresas como a IBM, Google, 3M, Embraer, entre outras, tenham adotado esta prática em seu dia a dia; ela ainda pode se tornar excludente, pois não dá a todas as pessoas à oportunidade de mostrarem suas competências e habilidades, que talvez se encaixassem perfeitamente ao perfil que a vaga e a organização solicitam e precisam.
 
Outro fator que precisa de atenção é o referente ao fato de se contratar alguém, confiando em uma indicação, e chegar à conclusão de que efetivou uma pessoa que não atendia às necessidades da empresa. Neste caso, é preciso tomar bastante cuidado e submeter o candidato aos testes normais que seriam submetidos os outros que não vieram por indicação. Esta é uma forma de se resguardar e não errar na hora de contratar um novo colaborador para a sua empresa.
 
Seja você um pequeno, médio ou grande empreendedor, antes de optar por fazer contratações mediante indicações ou pelos métodos mais convencionais, faça uma análise do cenário atual da sua empresa e veja qual destas modalidades mais se adequa à sua realidade. Isso fará com que você evite diversos transtornos no futuro, não só para você, mas também para seus colaboradores.
 
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