Conheça mais sobre a Economia Criativa

Conheça mais sobre a Economia Criativa

Nos últimos tempos, muito tem se falado muito a respeito de economia criativa como uma solução para quem deseja empreender seguindo uma linha direcionada para a cultura. Porém, mesmo com sua grande difusão ainda é um conceito que gera uma série de dúvidas que precisam ser esclarecidas antes do investimento de tempo e dinheiro em ideias com esse formato.

O Que é Economia Criativa?

É possível conceituar a economia criativa com poucas palavras, trata-se de atividades que visam converter ideias criativas em resultados financeiros. Pela sua configuração se trata de um conceito ligado especialmente ao ramo de cultura. Dentre os pilares que funcionam como base desse ramo da economia estão a arte, o design, a arquitetura, as artes cênicas, o audiovisual e o cinema.

Ressalto o quanto esse setor econômico tem crescido em nosso país nos últimos anos. Nesse ramo da economia o bem mais precioso é a ideia criativa que pode ser usada para obter recursos financeiros, mas também para impactar positivamente a comunidade em que será realizada.

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Quatro Áreas

As atividades que citei acima como integrantes da economia criativa podem ser subdivididas em quatro grandes áreas:

  • Área de consumo – arquitetura, design, publicidade e moda
  • Área de mídias – audiovisual e editorial
  • Área de cultura – música, patrimônio e artes, artes cênicas e expressões culturais
  • Área de tecnologia – biotecnologia, P&D e TIC

Algo bastante interessante em relação ao desenvolvimento de atividades de economia criativa é que os setores conversam entre si, de maneira que podem ser estabelecidas parcerias que resultarão em ótimos resultados. Mais do que promover o empreendedorismo esse movimento tem proposto o engajamento em busca de atitudes mais responsáveis e sustentáveis.

Como Surgiu a Economia Criativa?

O escritor britânico John Howkins é reconhecido como sendo o ‘pai’ da economia que busca converter ideias em dinheiro. Sua principal contribuição foi o livro ‘The Creative Economy: How People Make Money From Ideas’ lançado no ano de 2001. Grande parte da vida profissional de Howkins foi dedicada a Indústria Cultural fazendo dele um expert no seu funcionamento e capaz de enxergar as oportunidades econômicas do setor.

Ao longo dos últimos o criador do termo tem viajado pelo mundo buscando difundir suas ideias em mais de 30 países incluindo o Brasil que possui um potencial gigante para trabalhos criativos. O grande diferencial da proposta de Howkins está em colocar em lugar de destaque o talento individual e as habilidades de quem atua no setor criativo.

A Difusão da Economia Criativa no Brasil

No ano de 2012 foi criada, pelo Governo Federal, a Secretaria da Economia Criativa (SEC) que desenvolve seu trabalho em conjunto com o Ministério da Cultura. O objetivo central dessa secretaria é fornecer bases para que projetos com base nesse formato de criatividade tenham a possibilidade de ser colocados em prática. O desenvolvimento de micro e pequenos negócios criativos contribui para o crescimento econômico de várias regiões brasileiras.

A cultura precisa começar a ser encarada como uma das ferramentas que movimentam a economia e que podem facilitar o crescimento do país. Usar os talentos individuais para a construção de empreendimentos é uma forma muito inteligente de aproveitar o que temos de melhor em nosso país em benefício próprio. Um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) observa que já existe mais de 250 mil empresas gerando cerca de 900 mil postos de trabalho.

Fortalecimento de Identidade Local

Uma característica que tem ganhado cada vez mais destaque quando o assunto é economia criativa é o fortalecimento de uma identidade local, isto é, a valorização da oferta de produtos feitos na própria comunidade. A globalização favoreceu a difusão do crescimento da industrialização e a economia criativa busca de alguma forma resgatar o sentimento de pertencimento que já foi tão presente no comércio. Os produtores criativos se valem de seu talento pessoal para traduzir sentimentos e traços da comunidade a que pertencem atribuindo mais valor as suas criações.

Movimento Comprando de Quem Faz

Muitas cidades têm criado movimentos em que se torna mais fácil comprar produtos diretamente dos fabricantes que em grande parte dos casos contam com uma estrutura de micro ou pequena empresa. A ideia é que se estabeleça uma linha de conhecimento daquele que faz determinado item até a chegada ao consumidor. Comprar diretamente daquele que fabrica determinados produtos é uma forma de conhecer a história por trás das aquisições lhe agregando mais valor.

O Futuro da Economia Criativa

Os primeiros anos da economia criativa no Brasil foram bastante positivos e isso faz com que o cenário delineado para o futuro pareça ainda mais instigante. É possível imaginar que daqui alguns anos haverá ainda mais concentração de produtores que se baseiam em seus potenciais criativos individuais para movimentar a economia.

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