Henri Fayol - Criador da Teoria Clássica da Administração

Henri Fayol - Criador da Teoria Clássica da Administração

Ao longo do tempo, muitas teorias da Administração de Empresas surgiram para analisar e sugerir melhores práticas de gestão, que facilitassem o dia a dia nas organizações. Teóricos como: Henry Ford, Frederick Taylor, Philip Kotler, Peter Drucker, entre muitos outros, foram e ainda são essenciais para entendermos como funcionam os mecanismos no ambiente corporativo e de que maneira estes podem ser melhorados constantemente.
 
Com base nisso, acredito que seja fundamental aprofundarmos nossos conhecimentos sobre algumas Teorias da Administração, não só a moderna, mas a clássica também, pois é essencial entendermos como tudo começou, de que forma os processos de gestão eram conduzidos e como chegamos ao modelo atual que é adotado hoje em dia nas empresas ao redor do mundo.
 
Assim, hoje vamos conhecer um pouco mais sobre Henri Fayol, sua teoria e contribuições para a administração clássica, bem como o seus princípios de gestão.
 

Um pouco de sua biografia

 
Criador da Teoria Clássica da Administração, Jules Henri Fayol foi um engenheiro de minas, formado na França em 1860, pela Escola Nacional Superior de Minas de Saint-Étienne. Nasceu em Istambul, em 1841, tendo o pai, também engenheiro, como referência.
 
Suas pesquisas foram direcionadas ao trabalho realizado nas organizações como um todo, criando uma teoria que analisava os processos dentro da empresa de cima para baixo, ao contrário do que propunham Henry Ford, Frederick Taylor. Junto a estes dois teóricos, foi um dos pesquisadores e estudiosos, que mais trouxe contribuições para a administração moderna que conhecemos hoje.
 
Entre os seus principais feitos está a criação do Centro de Estudos Administrativos, que reunia pesquisadores, estudiosos e pessoas interessadas na administração como um todo e a obra “Administração Industrial Geral”, lançada em 1916.
 

Alguns pontos de sua teoria

 
A teoria de Fayol foca bastante nos cargos de gestão e de direção das empresas, sendo que, para ele, gestores e diretores devem realizar um trabalho com o objetivo de alcançar os resultados que a empresa se propõe para se manter no mercado.
 
Em suas pesquisas, Fayol acredita que a função administrativa da empresa deve ser desempenhada em todos os níveis hierárquicos e não só por aqueles que ocupam cargos de alto escalão. Para ele, uma organização é formada por profissionais com capacidades técnicas e operacionais, que são os operários, e por pessoas com capacidades administrativas, que são aquelas que estão em cargos de chefia.
 
Segundo Fayol, as principais funções do administrador são:
 
● Prever: visualizar situações futuras que envolvem a empresa como um todo e fazer um planejamento estratégico, com um plano de ação bem definido;
 
● Organizar: aqui, o gestor é visto como responsável por articular ações que envolvam os aspectos materiais e sociais da empresa;
 
● Comandar: nesta função, o gestor é responsável por dirigir e orientar os demais colaboradores em suas ações;
 
● Coordenar: aqui, o gestor deve articular e organizar os esforços de cada colaborador, no sentido de que eles realizem suas ações em prol dos resultados esperados, fazendo a gestão, inclusive de conflitos.
 
● Controlar: neste ponto o gestor analisa se as normas e regras estabelecidas pela empresa estão sendo cumpridas pelos demais colaboradores.
 

Princípios de Gestão de Fayol

 
Fayol desenvolveu suas pesquisas e elaborou princípios que, para ele, eram fundamentais para a gestão de empresas. Veja quais são eles:
 
1. Divisão de trabalho: para Fayol, quanto mais especializadas em um tipo de trabalho, mais eficiente e bem feito este será;
 
2. Autoridade: os gestores têm autonomia para darem ordens aos colaboradores, esperando que estes cumpram com excelência;
 
3. Disciplina: as normas e regras estabelecidas devem ser cumpridas por todos os membros da empresa;
 
4. Unidade de gestão: os colaboradores devem receber ordens de apenas um gestor, obedecendo o princípio de gestão única;
 
5. Unidade de controle: para cada tarefa estabelecida, os colaboradores responsáveis por esta, devem ser orientados apenas por um gestor;
 
6. Subordinação dos interesses individuais ao bem organizacional: os interesses da empresa devem prevalecer diante dos interesses dos colaboradores;
 
7. Remuneração: deve ser respeitado o princípio de justiça, em que a remuneração seja justa, tanto para empregadores, quanto para empregados.
 
8. Centralidade: a autoridade da empresa é desempenhada por aqueles que estão no topo da organização;
 
9. Hierarquia: trata-se do desempenho de autoridade, que deve ocorrer do mais alto cargo, até o mais baixo;
 
10. Ordem: cada pessoa assume um determinado cargo e função, devendo estar no lugar certo, na hora certa;
 
11. Equidade: os gestores têm a função de ser justos e amigáveis com seus colaboradores;
 
12. Estabilidade: quanto mais tempo um colaborador permanecer na empresa melhor, já que a rotatividade prejudica o bom andamento dos negócios;
 
13. Iniciativa: ter a capacidade de fazer planos e executá-los, com o intuito de que o mesmo seja bem-sucedido;
 
14. Espírito de equipe: um trabalho em equipe bem realizado, garante o sucesso das operações dentro da empresa.
 
Percebe-se que existem muitos princípios que se aplicam até os dias atuais e outros que foram se perdendo com o tempo. O importante a considerar é o papel significativo de teóricos como Fayol para o funcionamento das empresas como presenciamos atualmente.
 
O que você achou deste conteúdo? Já conhecia Fayol? Você aplica algum destes princípios em suas empresas? Compartilhe comigo nos comentários e continue acompanhando minhas sacadas empreendedoras aqui, em meu canal no Youtube e em minhas redes sociais.