Se você é daqueles que usam sua página social no Facebook ou no Instagram para falar de tudo e de todos, cuidado com o que escreve. Dependendo do conteúdo de suas postagens, seu emprego pode estar com os dias contados. O que pode ser visto como invasão de privacidade ou cerceamento da liberdade de expressão é encarado pelos recrutadores como um monitoramento estratégico do mercado corporativo. As empresas não querem prejuízos à sua imagem por conta de mensagens inoportunas de seus funcionários no mundo virtual.
“Atualmente, tanto pequenas como grandes empresas utilizam as redes sociais para obterem uma outra percepção sobre os seus colaboradores e como forma de divulgação de sua imagem e ações de marketing. Assim, o avaliador/empresa pode considerar o quanto as falas e posicionamentos das pessoas são importantes para a função que elas exercem na empresa. Evidente que os profissionais devem se atentar ao que transmitem pelas redes sociais, pois nenhuma empresa valoriza posições preconceituosas, difamatórias e antiéticas”, afirma a consultora de Recursos Humanos Kelly Cristina da Silva Cardoso.

Ano passado, o canal pago ESPN Brasil demitiu um apresentador depois que ele postou mensagens ofensivas a torcedores do Grêmio em seu Twitter pessoal. O diretor do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), Marcus Marques, diz que casos semelhantes têm acontecido com certa frequência no mercado corporativo. “Eu acredito que isso venha acontecendo cada vez mais porque a linha entre o pessoal e o profissional está cada vez mais tênue. As pessoas são cada vez mais uma identidade só. Hoje, com as redes sociais, as coisas estão muito conectadas. O profissional está vendendo a imagem da empresa o tempo todo. Um executivo ou gestor que tenha uma conduta que não agregue valor nas redes sociais pode ser cobrado pela empresa”, alerta. (D.P.)

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