Inovação Disruptiva: conheça esse novo conceito

Inovação Disruptiva: conheça esse novo conceito

O termo inovação disruptiva tem sido um dos mais usados no meio empresarial nos últimos tempos, contudo, são poucos os que realmente conhecem o seu significado. Seja para compreender a linguagem do mercado ou, mesmo, para aplicar o conceito de disrupção em seu dia a dia como empreendedor, é importante ir a fundo nessa definição. Só se destaca no mercado aquele que está preparado para inovar com assertividade.
 

O Que é Inovação Disruptiva?

 
A associação mais comum que se faz com o conceito de disruptivo é o de inovação tecnológica, porém, o conceito abrange algo mais amplo. Recebem o nome de disruptivas as inovações que criam novos mercados e mudam o direcionamento de um segmento. O novo produto/serviço, em geral, se apresenta como uma solução mais barata que as já existentes e oferece acesso para esse mercado àqueles que não tinham.
 
Um dos principais exemplos de inovação disruptiva é o case do fim dos teclados de celulares. Steve Jobs decidiu que os aparelhos da Apple não teriam mais teclas, a partir daquele momento as pessoas usariam a tela para dar comandos ao seu celular. Isso permitiu que os celulares exibissem imagens em alta qualidade. As concorrentes tiveram que seguir o exemplo da Apple para que pudessem continuar sendo competitivas.
 

Quem Cunhou o Termo Inovação Disruptiva?

 
O termo inovação disruptiva foi criado por Clayton Christensen, professor em Harvard, cuja inspiração foi o termo “destruição criativa” que, por sua vez, havia sido criado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter, em 1939, num texto a respeito dos ciclos dos negócios. Seguindo a linha de raciocínio de Schumpeter, cada novo ciclo do capitalismo surge apoiado na destruição do anterior. Isso significa que uma revolução industrial ou tecnológica precisa acontecer para que o mercado seja inovado.
 

Características das Inovações Disruptivas

 
Abaixo listei as principais características do que se entende por inovações disruptivas que desestabilizam o mercado, criando novos líderes:
 

Produtos com margens de lucros menores

 
As empresas que entram no mercado disruptivamente, de maneira geral, trabalham com propostas de negócios que possuem margens de lucros menores. É exatamente por isso que essas companhias conseguem, muitas vezes, tirar a liderança de organizações que estavam estabelecidas há anos.
 

Público-alvo menos amplo

 
As inovações disruptivas tendem a ser introduzidas no mercado visando um público-alvo menor. A facilidade e, muitas vezes, o preço mais competitivo faz com que os compradores dos produtos líderes de mercado migrem para a novidade.
 

Simplicidade

 
Pode parecer curioso, porém, em grande parte dos casos, a inovação disruptiva se apresenta como uma solução mais simples quando comparada aos seus concorrentes. Mesmo não tendo uma performance tão grandiosa quanto as empresas já estabelecidas no mercado, essas organizações conseguem se alçar ao topo.
 

Inovação Disruptiva X Inovação Sustentável

 
Como expliquei acima, o termo inovação disruptiva refere-se a inovações que desestabilizam o mercado, deixando para trás o antigo líder. Em geral, as soluções disruptivas são mais baratas, acessíveis e eficientes que aquelas oferecidas pelos concorrentes. Em contraposição, existem, também, as chamadas inovações sustentáveis, que são aquelas não chegam ao ponto de criar um novo mercado, mas que passam a concorrer com as empresas já estabelecidas do setor.
 

Autodesruptividade

 
Observando esse movimento no mercado, muitas empresas que são pioneiras em seus setores de atuação têm buscado realizar o que recebe o nome de autodesruptividade. Isso significa que a própria companhia busca promover a inovação no seu setor, um exemplo dessa situação é o da HP, que passou a fabricar PCs mais populares antes que outras empresas criassem esse ramo.
 

Exemplos de Inovação Disruptiva

 
A seguir listei mais alguns exemplos interessantes de inovação disruptiva para que fique mais claro do que se trata esse conceito.
 
Netflix: Os serviços de streaming, como a Netflix, conseguiram terminar de decretar o fim das videolocadoras e trouxeram problemas para as empresas de TV por assinatura.
 
Wikipedia: Os vendedores de enciclopédias certamente já encontravam grande dificuldade de vender os seus produtos desde a criação do Google, porém, a maior enciclopédia virtual do mundo foi o último pingo para finalizar com esse segmento.
 
Easy Táxi e 99Táxi: Os aplicativos tiraram as rádio-táxis do mercado, oferecendo uma nova maneira de chamar táxis, contudo, precisam tentar sobreviver ao novo ciclo iniciado pela Uber.
 

A Inovação Disruptiva é Boa ou Má?

 
Uma coisa é certa quando se fala sobre inovação disruptiva e inovação tecnológica, muitas pessoas podem ficar imensamente irritadas num primeiro momento. Quando um produto ou serviço destrói concorrentes em potencial, faz com que uma série de demissões aconteçam e companhias tradicionais vão a falência. Contudo, não se pode dizer que uma inovação disruptiva impacte negativamente o mercado. Na verdade, muitas empresas, embora percam a sua hegemonia, continuam existindo, mesmo que tenham que mudar de rumo estratégico.
 
O universo corporativo precisa dessa oxigenação constante para que possa se tornar mais dinâmico e mais simples. Inovações são sempre bem-vindas, uma vez que tornam processos que antes eram complicados em algo mais simples. Mais pessoas passam a ter acesso a um determinado produto ou serviço, abrindo, inclusive, a possibilidade de que novas companhias sejam criadas para atender ao crescimento da demanda.
 
Gostou de conhecer mais sobre o conceito de inovação disruptiva? Deixe seu comentário!