Como funciona uma linha de montagem?

Como funciona uma linha de montagem?

Atualmente, o conceito de linha de montagem em indústrias é entendido como algo simples e comum. Porém, no início do século passado, quando foi criado por Henry Ford, se mostrou um método revolucionário que permitiu aumentar significativamente a produção industrial. De tempos em tempos surgem pessoas e ideias que fazem a diferença no setor industrial tornando os processos mais efetivos.
 

O Nascimento da Ideia da Linha de Montagem

 
A linha de produção industrial, dentro do conceito que conhecemos hoje, teve início em meados de 1910. Porém, seu esquema já havia sido idealizado em 1908, por Ford, que visava otimizar a produção de seus veículos. Um dos principais objetivos do empresário que deu nome à sua companhia, era de que a linha de montagem permitisse a produção em massa.
 
Uma curiosidade é que a ideia de estabelecer esse esquema de produção surgiu enquanto Ford ainda era engenheiro de uma fábrica de componentes elétricos de propriedade de ninguém menos do que Thomas Edison, o inventor da lâmpada. Não demorou muito para que Ford compreendesse que havia revolucionado a indústria automobilística.
 

Linha de Produção Industrial e o Barateamento dos Veículos

 
Uma das primeiras consequências da implantação das linhas de montagem nas fábricas de veículos Ford foi o barateamento dos mesmos. Para se ter uma ideia, em 1910, quando não existia boa parte do aparato tecnológico que temos hoje, um modelo Ford T era produzido em apenas 93 minutos.
 
Essa marca de tempo era impressionante e resultado do simples pensamento de que os funcionários parados diante de uma esteira realizando apenas uma tarefa poderiam produzir muito mais. Conseguindo produzir em quantidade, os veículos da Ford eram vendidos por cerca de US$ 850 dólares (equivalente a US$ 20.700,00 dólares) em 1909, em contrapartida das outras empresas que vendiam seus carros por cerca de US$ 3 mil (equivalente a cerca de US$ 70 mil dólares).
 

Método de Produção em Série

 
Mais do que meramente estabelecer que os produtos seriam fabricados a partir do ritmo de uma esteira que passava diante dos funcionários, Henry Ford desenvolveu um método consistente em que cada tarefa tinha um tempo X para ser realizada, bem como adaptou o serviço com peças intercambiáveis. De uma maneira concisa, podemos observar otimização nos processos.
 

Valorização do Funcionário

 
Henry Ford não se esqueceu do elemento mais importante para que a sua linha de montagem se tornasse efetiva, isto é, os funcionários. Além de priorizar programas de segurança controlando o espaço em que os colaboradores podiam circular, ele passou a oferecer salários mais altos que a média. Assim, nas fábricas Ford os funcionários estavam menos sujeitos a acidentes e tinham um salário que lhes permita trabalhar com tranquilidade.
 

O Desenvolvimento da Linha de Montagem: Do Início do Século Passado Para os Dias Atuais

 
Quando voltamos no tempo e inserimos a linha de montagem no contexto do início do século passado, podemos ter uma ideia de como esse conceito soou moderno e tecnológico. A essência da ideia permanece a mesma até os dias de hoje, porém, passou por adaptações tecnológicas que ajudam a tornar os processos mais rápidos e eficientes.
 
Atualmente, quase todas as indústrias do mundo trabalham com linha de montagem e usam a tecnologia como auxiliar dos operários. É comum encontrar em meio aos funcionários braços mecânicos e computadores que executam certas tarefas. A tecnologia digital ofereceu para as indústrias a possibilidade de ter um controle mais preciso do que está sendo produzido.
 

Os Robôs Irão Tomar o Emprego dos Seres Humanos?

 
Uma questão que vem sendo muito discutida nos últimos anos diz respeito à integração dos robôs e dos seres humanos nas indústrias. Muitas pessoas ficam apreensivas com a possibilidade de perderem a relevância no quadro de funcionários devido ao aumento relativo de recursos robóticos. Porém, mesmo que haja a tendência de mais e mais recursos baseados nessa tecnologia, os seres humanos não serão substituídos em totalidade.
 
O controle dos recursos robóticos ainda depende da atuação do homem para que sejam programados para realizar as suas tarefas. O ser humano está apenas tendo a sua atuação modificada na estrutura das indústrias, de realizador de tarefas mecânicas e repetitivas, tem sido realocado como o controlador da tecnologia que permite aumentar a produtividade das fábricas.
 

O Futuro das Linhas de Montagem

 
Em relação ao futuro do sistema de linha de montagem, o que podemos observar é o crescimento da tendência da robotização e informatização. Todos os dias, novas tecnologias são desenvolvidas com o objetivo de otimizar os processos produtivos e, com isso, aumentar a escala de produção. Quantidade e qualidade andam lado a lado no caminho de desenvolvimento industrial pelo que tem passado a indústria como um todo.
 
A linha de montagem revolucionou a forma como os veículos eram produzidos no começo do século passado e, atualmente, tem encontrado nas soluções tecnológicas uma forma de se manter efetividade na produção em massa.