Síndrome de Burnout - Esgotamento mental

Síndrome de Burnout - Esgotamento mental

O trabalho sempre foi e é muito importante na vida das pessoas, pois é por meio dele que encontramos nossa realização profissional, aprimoramos nossos conhecimentos e experiências, podemos ser reconhecidos por nossas expertises e resultados e também conquistar nossa realização financeira. Entretanto, a cada nova geração, as pressões para ter sucesso, alto desempenho, eficiência, um bom emprego, sustentar-se, conquistar bens materiais tem se tornado um grande fardo também.

Neste sentido, há quem saiba seus limites; pessoas que conseguem se desligar, ter uma vida além do trabalho e que buscam o seu equilíbrio profissional e pessoal. Por outro lado, há também os workaholics, os “viciados em trabalho”, profissionais que focam apenas em sua carreira e negligenciam sua vida social, familiar e pessoal.

Em decorrência disso, estes colaboradores vivem, 24 horas, conectados ao seu trabalho. Seu aliado neste processo são as tecnologias cada vez mais desenvolvidas, o que faz com que fique ainda mais difícil para eles conseguir se “desconectar”, mesmo estando fora da empresa. E se por um lado isso demonstra paixão pelo que fazem, por outro, este tipo de atitude tem causado uma sobrecarga muito grande em muitos profissionais e gerando um colapso chamado Síndrome de Burnout.

Síndrome de Burnout – o que é?

 
Traduzindo do inglês, Burnout significa queimar tudo, desgastar. O nome já nos dá uma ideia do que se trata, pois o sentimento para quem sofre dessa síndrome é bem esse, o de estar falhando, queimando aos poucos. Também conhecida como Síndrome do Esgotamento, esse distúrbio começou a fazer parte do universo corporativo, a partir da década de 1970, e isso faz muito sentido, pois foi uma época em que as relações de trabalho estavam se transformando, as empresas passando por adaptações, mais mulheres no mercado de trabalho, um complexo de emoções, e as exigências aumentaram ainda mais.

Sintomas

 
Segundo pesquisas, as principais “vítimas” da síndrome são pessoas que tem jornada de trabalho diferente, como enfermeiros, bombeiros, profissionais da saúde e também quem não tem limite de horas dedicadas ao emprego. Quem vive com o celular resolvendo problemas de trabalho a qualquer hora do dia ou noite, quem não tem um horário de almoço definido, para sair da empresa, pessoas que tem a profissão como sua prioridade na vida e que são muito pressionadas, interna e externamente, a serem bem-sucedidas. Muitas vezes, elas acabam se esquecendo de cuidar de sua saúde, entretanto seu corpo e sua mente reagem ao excesso e começam a dar sinais e mostrar que algo não está certo.

Os principais sintomas são exaustão, tanto física como psicológica, ansiedade, tensão, estresse, mudanças de humor, muita enxaqueca e também gastrite. Isso pode aparecer no dia a dia do profissional, como também no próprio convívio social ao não querer mais sair de casa, estar agressivo, negativo, triste, ansioso, angustiado, choroso e ter dificuldade de se concentrar.

Como saber se está sofrendo de Burnout?

 
Comece a prestar mais atenção em você e como tem se sentido nos últimos meses. Tem sentido mais cansaço? Tem ficado sem vontade de nada? Está estressando o tempo todo? Menos animado do que era antes? Seu trabalho tem te sugado bastante energia? O que te dava muita motivação profissional já não chama mais sua atenção? Está depressivo e sente tristeza só de pensar que precisa ir para a empresa? Uma autoanálise como esta já pode te dar um bom panorama sobre seu estado atual e mostrar se já é hora de procurar um médico e pedir ajuda.

Como melhorar?

 
Então, todo aquele desânimo tem nome – Síndrome de Burnout, mas também tratamento e cura! Veja então algumas dicas que podem ajudar neste processo e ajudar a reverter esse quadro:

  • Invista nos exercícios físicos: alongamento, caminhada, aulas coletivas de ginástica, corrida, meditação, dança, todas essas são atividades que mexem com o seu corpo e ajudam numa melhor circulação do sangue e na produção de endorfina. Use esse momento reciclar suas energias e eliminar, por meio dos exercícios, seu cansaço e indisposição e ir, progressivamente, se libertando de sentimentos negativos.
  • Apoio profissional: existem casos mais graves em que um acompanhamento profissional é o mais indicado, pois seja ele através de terapia (apoio psicológico e psiquiátrico) ou do uso de remédios, quem tem Burnout não pode se descuidar.
  • Dizer não: entenda que a vida segue se você negar uma tarefa ou duas. No momento em que estiver muito sobrecarregado, não se sinta na obrigação de aceitar tudo que vier para você. Saiba negociar novos prazos ou repassar essa tarefa para outro colaborador. Cuide-se e jamais debilite sua saúde para conseguir terminar mais uma tarefa.
  • Viva cada dia: não tente abraçar o mundo com planos. Todos os dias podem ter variáveis que mudem completamente o que você havia planejado e isso não tem nada de problemático. Entenda que se não saiu como você queria, talvez de outra forma tenha ficado melhor. Aprenda a relaxar e evite buscar sempre ter o controle de tudo.
  • Prazos: organize melhor as suas demandas por datas de entrega e prazos adequados com o tempo de realização de cada uma. Então, toda vez que você entregar uma tarefa, risque ela mentalmente para fora da sua “lista” e esqueça por um tempo partindo para a próxima entrega. Entenda a diferença entre urgente e importante. Existem tarefas que podem ser reorganizadas sem sofrer maiores consequências e, que podem evitar que você se sacrifique trabalhando excessivamente, por exemplo.
  • Visão sistêmica: entenda que é necessário olhar para o todo e não somente para o seu setor. Isso ajuda muito na hora de delegar tarefas e ajuda a otimizar a produção por equipes e turnos.
  • Pense em você: está sentindo que a respiração está ficando ofegante e a ansiedade está batendo? Traduza os sinais e permita-se parar um pouco e relaxar. Saia mais do trabalho na hora do almoço para pegar um ar renovado, se alongue em vários horários do dia, escute uma música que você gosta e tenha uma vida social, familiar e pessoal. Tenha em mente que você é a prioridade e que precisa se cuidar!

Estas dicas podem parecer muito simples para um problema grande como esse, mas saiba que pequenas mudanças de rotina e de comportamento já garantem uma melhora considerável destes sintomas e das consequências da síndrome de Burnout. Aliado a um tratamento adequado suas chances de vencer esta doença aumentam significativamente. Isso melhora sua saúde e possibilita a que possa aproveitar melhor todos os momentos da vida com muito mais qualidade. Cuide-se!