Todo profissional deve tomar cuidado com ao fazer postagens na internet. Entenda as razões!

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Conceito cada vez mais discutido no ambiente de trabalho, a ética profissional – ou a falta dela – pode ser determinante para o futuro de uma carreira, seja qual for o nível hierárquico do funcionário. Basta lembrar de casos de grande repercussão envolvendo executivos de grande escalão que perderam o cargo e o emprego por desvios de conduta. Um que abalou o mundo corporativo foi a demissão sumária do presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, acusado de participação num suposto esquema de desvio que teria lhe rendido mais de 6,5 milhões de euros. Primo ficou dez anos no cargo.
O consultor e diretor do Instituto Brasileiro de Coaching, Marcus Marques, observa que as empresas estão cada vez mais atentas e rigorosas quanto às questões envolvendo a postura ética de seus funcionários. Ele vê a conduta moral como base para a construção de uma relação de confiança entre empresa e empregador e do próprio sucesso profissional. “A falta de ética pode condenar uma empresa ao fracasso. Um profissional que deixa vazar as informações de um projeto estratégico de um novo produto a ser lançado, por exemplo, pode gerar prejuízos milionários a uma grande corporação, bem como um deslize ético pode comprometer toda uma carreira”, alerta.
E quanto mais alto o nível hierárquico do funcionário, como no caso do ex-CEO da Siemens, mais profunda será a marca deixada por seu escorregão moral. “Um executivo desse porte acaba tendo uma mancha no mercado mundial”, aponta Marques. “Eu digo sempre que a falta de ética muitas vezes traz um sucesso mascarado. O sujeito vai ter alguns benefícios no curto prazo, mas no médio e longo prazos terá grandes prejuízos, porque falta de ética implica em perda de credibilidade, e credibilidade é o maior patrimônio que o profissional pode ter”, avalia o consultor.
Não é fácil tipificar comportamentos que impliquem em condutas inadequadas no ambiente de trabalho, reconhecem os especialistas. Nem sempre um ato inconveniente caracteriza uma transgressão moral. Mas há padrões básicos de comportamento simples de seguir para que o profissional mantenha uma boa postura e evite transtornos que podem levá-lo à demissão. “É importante o colaborador tratar os assuntos da empresa com sigilo, separar o ‘lado pessoal’ do ‘lado profissional’. Além de manter uma boa relação interpessoal no ambiente de trabalho, valorizando os colegas, os serviços a serem prestados, os parceiros e a empresa para qual trabalha”, indica a consultora de Recursos Humanos Kelly Cristina da Silva Cardoso.

Princípios

A consultora empresarial Fafita Lopes Perpétuo já passou por uma experiência delicada envolvendo um colaborador que traiu sua confiança e acabou sendo desligado da empresa. “A pessoa omitiu informações que depois viemos a saber. Analisamos o caso, fizemos um feedback com esse colaborador, procuramos entender a situação, o que o levou a agir daquela maneira, mas acabamos por desligá-lo da empresa”, recorda.
Ela salienta que os princípios adquiridos do convívio familiar devem ser usados também no ambiente profissional. E cabe ao funcionário avaliar se os valores da empresa em que trabalha ou pretende trabalhar sejam condizentes com os seus. “Às vezes o profissional tem seus valores éticos bem definidos, mas vai trabalhar em uma empresa que não segue certos princípios, isso acaba gerando uma dualidade difícil de conviver”, observa.
Segundo a consultora, a postura moral é um requisito positivo que pode fazer a diferença nos processos seletivos. “Um profissional reconhecidamente ético em seu ambiente de trabalho acaba se tornando referência e isso é levado muito em conta na hora em que ele for buscar um outro emprego”, afirma Fafita.

Discrição
Um cuidado que se deve ter nas entrevistas de emprego é a maneira com que se refere às empresas nas quais trabalhou. “Durante um processo seletivo é muito importante observar tanto a forma como a qual o candidato se comporta, o que ele relata sobre suas experiências profissionais anteriores, como fala das empresas pelas quais trabalhou e sua opinião sobre a importância do assunto”, define a consultora de RH Kelly Cardoso.

 

Link da Matéria – http://www.folhadelondrina.com.br/empregos-e-concursos/conduta-moral-impulsiona-e-arruina-carreira-874066.html